E não somente isto, mas
também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a
paciência,
Romanos 05:30.
Essa é
uma promessa em sua essência, mesmo que não seja na sua forma. Temos
necessidade de paciência, e aqui vemos como obtê-la. Somente pela prática que
aprendemos a ter paciência, da mesma forma que somente nadando que os homens
aprendem a nadar. Eles não poderiam aprender essa arte na terra firme, nem nós
poderíamos aprender paciência sem tribulação. Por acaso não vale a pena sofrer
tribulação com o objetivo de alcançar esse formoso equilíbrio de mente que
quietamente se submete em tudo à vontade de Deus?
No
entanto, nosso texto expressa um fato singular, que não é conforme a natureza,
antes, é sobrenatural. A tribulação em si mesma gera petulância, incredulidade
e rebelião. Somente pela sagrada química da graça que ela é levada a trabalhar
paciência em nós. Não debulhamos o grão para tirar o pó somente, no entanto, o
flagelo da tribulação faz isso sobre a eira de Deus. Não sacudimos um homem
para dar-lhe descanso, no entanto, o Senhor trata assim Seus filhos. Certamente
isso não corresponde ao modo humano de fazer as coisas, o que redunda em glória
para nosso infinitamente sábio Deus.
Oh,
que a graça me conceda que minhas tribulações me abençoem! Por que motivo eu
desejaria deter sua agraciada influência? Senhor, eu te peço que tires minha
aflição, mas te suplico dez vezes mais que tires a minha impaciência. Precioso
Senhor Jesus, com Tua cruz grava a imagem de Tua paciência em meu coração.
C.H.Spurgeon