segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Tua Bondade me Engrandeceu

 Charles Haddon Spurgeon 

“E a tua clemência me engrandeceu” (Sl. 18:35). 

 Estas palavras podem ser traduzidas como “Tua bondade me engrandeceu”. Davi, com gratidão, atribui toda a sua grandeza não à sua própria bondade, mas à bondade de Deus. 

“Tua providência ” é uma outra interpretação; e a providência nada mais é do que a bondade em ação. A bondade é o botão cuja flor é a providência, ou, a bondade é a semeadura cuja colheita é a providência. Alguns interpretam “Teu auxílio”, que é apenas uma outra expressão para providência; providência que, sendo a firme aliada dos santos, os auxilia no serviço de seu Senhor. Ou ainda, “Tua humildade me engrandeceu”.

 “Tua condescendência” talvez possa servir como uma interpretação mais abrangente, combinando as idéias mencionadas, inclusive a da humildade . O motivo de sermos engrandecidos é Deus fazer-se a Si mesmo pequeno. Somos tão pequenos que, se Deus manifestasse Sua grandeza sem a Sua condescendência, seríamos esmagados debaixo de Seus pés; mas Deus, que precisa Se inclinar para ver os céus, e se curvar para ver o que os anjos fazem, volta Seus olhos ainda mais abaixo, e olha para o abatido e contrito, e o engrandece. 

Há ainda outras traduções, como por exemplo, a da Septuaginta, onde se lê “Tua disciplina” - Tua paternal correção - me engrandeceu. Ainda que na paráfrase em aramaico leia-se “Tua palavra me enalteceu”, a idéia ainda é a mesma. Davi atribui toda a sua própria grandeza à bondade condescendente de seu Pai celestial. Que este sentimento possa ser ecoado em nossos corações nesta noite enquanto lançamos nossas coroas aos pés de Jesus, e clamamos “Tua bondade me engrandeceu”. 

Quão maravilhosa tem sido a nossa experiência da bondade de Deus! Quão doce tem sido Sua correção! Quão gentil Sua tolerância! Quão suave Seus ensinamentos. Quão benéfica Sua atração! Medita sobre isso, ó crente. Deixa a gratidão ser despertada; deixa a humildade ser aprofundada; deixa o amor ser agilizado, antes que caias no sono esta noite. 

Tradução: Mariza Regina Souza 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Inescusabilidade do homem

Além de tudo isso, visto que no conhecimento de Deus está posto a finalidade última da vida bem-aventurada, para que a ninguém fosse obstruído o acesso à felicidade, não só implantou Deus na mente humana essa semente de religião a que nos temos referido, mas ainda de tal modo se revelou em toda a obra da criação do
mundo, e cada dia nitidamente se manifesta, que eles não podem abrir os olhos sem se verem forçados a contemplá-lo. Por certo que sua essência transcende a compreensão, de sorte que sua plena divindade escapa totalmente aos sentidos humanos.

Entretanto, em todas as suas obras, uma a uma, imprimiu marcas inconfundíveis de sua glória, e na verdade tão claras e notórias, que por mais brutais e obtusos que sejam, tolhida lhes é a alegação de ignorância.
Daí, com mui procedente razão exclama o Profeta [Sl 104.2] que ele se veste de luz como de um manto; como se quisesse dizer que a partir de então começara a mostrar-se de forma insigne em ornato visível: desde o instante em que, na criação do mundo, exibiu seus adereços, em virtude dos quais agora, quantas vezes volvemos
os olhos para qualquer lado, sua glória nos é patente. Ainda nesta mesma passagem, com admirável arte, o mesmo Profeta compara os céus, como se acham expandidos, a seu régio pavilhão; diz que nas águas fincou os vigamentos de suas recâmaras; que as nuvens lhe são carruagens; que sobre as asas dos ventos cavalga;
que os ventos e os relâmpagos lhe são os mensageiros velozes. E visto que mais plenamente nas alturas lhe refulge o esplendor do poder e da sabedoria, em várias ocasiões o céu é chamado de seu palácio.

E, em primeiro lugar, para todo e qualquer rumo a que dirijas os olhos, nenhum recanto há do mundo, por mínimo que seja, em que não se vejam a brilhar ao menos algumas centelhas de sua glória. Nem podes, realmente, de um só relance contemplar
quão amplamente se estende esta vastíssima e formosíssima engrenagem, que não te sintas de todos os lados totalmente esmagado pela imensa intensidade de seu fulgor.
Essa é a razão por que, com finura e arte, o autor da Epístola aos Hebreus [11.3] chama aos mundos de expressões visíveis das coisas invisíveis, já que essa ordem tão admiravelmente estruturada do universo nos serve de espelho em que podemos contemplar ao Deus que de outra sorte seria invisível. Razão pela qual o Profeta
atribui [Sl 19.1] às criaturas celestiais uma linguagem desconhecida a toda e qualquer nação, visto que aí se patenteia com mais evidência a comprovação da divindade do que deve escapar à consideração de qualquer pessoa, por mais retrógrada seja
ela. O Apóstolo, expondo isso mais explicitamente [Rm 1.19], diz haver sido revelado aos homens o que se fazia necessário para o conhecimento de Deus, visto que todos à uma contemplam suas coisas invisíveis, até seu eterno poder e divindade, dados a conhecer desde a criação do mundo.

João Calvino

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Hipocrisia

Acresce ainda um segundo pecado, a saber: que jamais tomam a Deus em consideração, a não ser que a isso sejam constrangidos; nem dele se aproximam até que, a despeito de sua resistência, sejam até ele arrastados. Nem ainda então se imbuem do temor espontâneo que emana da reverência à divina majestade, mas apenas de um temor servil e forçado que lhes arranca o juízo de Deus, do qual, já que dele não podem fugir, sentem alarmante pavor, e inclusive até chegam a abominá-lo.

Com efeito, o que diz Eustáquio, poeta pagão, se aplica muito bem à impiedade, ou, seja, que o temor foi o primeiro a dar origem aos deuses no mundo. Quantos têm a mente alienada da justiça de Deus desejam desmesuradamente que seu tribunal seja subvertido, os quais sabem que ele subsiste para punir suas transgressões.
Com disposição desse gênero pelejam acirradamente contra o Senhor, o qual não pode prescindir do juízo. Enquanto, porém, reconhecem que sobre si paira ameaçadora
a potestade inevitável, já que não a conseguem rechaçar, nem dela fugir, encolhem-se diante dela apavorados. E assim, para que por toda parte não pareçam desprezar aquele cuja majestade os acossa, exercitam algo que tenha a aparência de religião.

Não obstante, entrementes não cessam de contaminar-se com toda sorte de vícios e de amontoar abominações sobre abominações, até que de todas as formas violem a santa lei do Senhor e dissipem toda sua justiça. Ou, ao menos, não são a tal ponto contidos por esse pretenso temor de Deus, que deixem de refestelar-se deleitosamente em seus pecados, e neles se lisonjeiam, e preferem esbaldar-se na intemperança da própria carne a deixar que o Espírito Santo a coíba com freios.

Entretanto, uma vez que esta é uma sombra vã e falaz de religião, que nem sequer merece ser chamada de sombra, outra vez daqui facilmente se infere quanto a piedade difere desse confuso conhecimento de Deus, a qual só nos peitos dos fiéis
se instila e da qual exclusivamente nasce a religião. E contudo, por sinuosos rodeios, os hipócritas se propõem chegar a isto: insinuar que estão perto de Deus, de quem, no entanto, estão a fugir. Pois, quando o teor da obediência lhes deveria ser perpétuo em toda a vida, eles se rebelam acintosamente contra ele em quase todos
os atos, diligenciando por aplacá-lo simplesmente por meio de uns paupérrimos sacrifícios; quando o deveriam servir, com santidade de vida e inteireza de coração,
engendram ridicularias frívolas e observâncias mesquinhas de nenhum valor, mercê das quais possam conciliá-lo consigo. Pior ainda, confiam poder desincumbir-se de seus deveres meramente através de risíveis atos expiatórios. Daí, quando nele deveria
estar plantada sua confiança, relegando-o a segundo plano, escondem-se atrás de si próprios ou das criaturas. Afinal, eles se enredilham em tão avultada soma de erros, que o negror da depravação sufoca neles, e por fim extingue, aquelas centelhas
que fulgiam para visualizar-se a glória de Deus.
Permanece, todavia, essa semente que de modo algum se pode erradicar totalmente, a saber, que há uma divindade; semente essa, porém, a tal ponto corrompida que de si nada produz senão os piores frutos. Ainda mais, o que estou presentemente
sustentando, a saber, que o senso da divindade está inerentemente gravado nos corações humanos, com certeza maior disto se evidencia: que até a necessidade arranca confissão forçada até aos próprios réprobos. Quando as coisas lhes transcorrem
tranqüilas, motejam acintosamente de Deus; são até mordazes e desabusados em minimizar-lhe o poder. Se, de qualquer forma, os aperta o desespero, os acicata a buscá-lo e lhes dita preces superficiais, do que se patenteia que não são totalmente ignorantes de Deus, porém o que deveria aflorar mais cedo lhes foi reprimido pela obstinação.


João Calvino



segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A vigilancia é fundamental na vida do crente



Mateus 18:06

6 Mas qualquer que fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em
mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de
moinho, e se submergisse na profundeza do mar.

Mateus 05:27,28

27 Ouvistes que foi dito: Não adulterarás.
28 Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher
para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.

I Coríntios 08:10,11,12,13

10 Porque, se alguém te vir a ti, que tens ciência, reclinado à mesa
em templo de ídolos, não será induzido, sendo a sua consciência
fraca, a comer das coisas sacrificadas aos ídolos?
11 Pela tua ciência, pois, perece aquele que é fraco, o teu irmão
por quem Cristo morreu.
12 Ora, pecando assim contra os irmãos, e ferindo-lhes a consciência
quando fraca, pecais contra Cristo.
13 Pelo que, se a comida fizer tropeçar a meu irmão, nunca mais
comerei carne, para não servir de tropeço a meu irmão.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Idolatria

Assim rui desmantelada essa frívola defesa com que muitos costumam acobertar a própria superstição. Pois pensam que é bastante nutrir mero zelo pela religião, seja qual for sua natureza e por mais falsa que seja. Não levam em conta, porém, que a verdadeira religião deve ser conformada ao arbítrio de Deus como a uma norma perpétua: que Deus, em verdade, permanece sempre imutável em seu ser; que ele não é um espectro ou fantasma, que se transmuda ao talante de cada um. E pode-se ver meridianamente de quão enganosas aparências a superstição zomba de Deus
enquanto intenta render-lhe preito aprazível.

Pois, apegando-se quase exclusivamente àquelas coisas que Deus tem testificado não serem de seu interesse, a superstição
ou tem com desdém ou então não rejeita dissimuladamente aquelas que ele prescreve e ensina que lhe são do agrado.
Portanto, a seus próprios delírios cultuam e adoram quantos a Deus alçam seus ritos inventados, pois de modo algum assim ousariam gracejar com Deus, se já antes não tivessem moldado um Deus congruente com os absurdos de suas ridicularias.

E assim o Apóstolo sentencia ser ignorância de Deus essa vaga e errônea opinião com respeito à divindade: “Quando desconhecíeis a Deus”, diz ele, “servíeis aos que por natureza não eram deuses” [Gl 4.8]. E, em outro lugar [Ef 2.12], ensina que os efésios haviam vivido sem Deus durante o tempo em que se achavam distanciados
do reto conhecimento do Deus único. Tampouco vem muito ao caso, pelo menos neste ponto, se porventura concebes a um só Deus ou a muitos, porque sempre te apartas do Deus verdadeiro e dele careces quando, deixado ele de parte, nada te resta senão um ídolo execrável. Portanto, com Lactâncio nos impõe concluir que nenhuma religião genuína existe, a menos que esteja em harmonia com a verdade.

João Calvino




domingo, 8 de dezembro de 2013

Universalidade do sentimento religioso

Que existe na mente humana, e na verdade por disposição natural, certo senso da divindade, consideramos como além de qualquer dúvida. Ora, para que ninguém se refugiasse no pretexto de ignorância, Deus mesmo infundiu em todos certa noção de sua divina realidade, da qual, renovando constantemente a lembrança, de quando em quando instila novas gotas, de sorte que, como todos à uma reconhecem que Deus existe e é seu Criador, são por seu próprio testemunho condenados, já que não só não lhe rendem o culto devido, mas ainda não consagram a vida a sua vontade.

Certamente, se em algum lugar se haja de procurar ignorância de Deus, em nenhuma parte é mais provável encontrar exemplo disso que entre os povos mais retrógrados e mais distanciados da civilização humana. E todavia, como o declara aquele pagão, não há nenhuma nação tão bárbara, nenhum povo tão selvagem, no qual não esteja profundamente arraigada esta convicção: Deus existe! E mesmo aqueles que em outros aspectos da vida parecem diferir bem pouco dos seres brutos, ainda assim retêm sempre certa semente de religião. Tão profundamente penetrou ela às mentes de todos, que este pressuposto comum se apegou tão tenazmente às
entranhas de todos! Portanto, como desde o princípio do mundo nenhuma região, nenhuma cidade, enfim nenhuma casa tenha existido que pudesse prescindir da religião, há nisso uma tácita confissão de que no coração de todos jaz gravado o senso da divindade.

Aliás, até a própria idolatria é ampla evidência desta noção. Pois sabemos de quão mau grado se humilha o homem para que admire a outras criaturas acima de si mesmos. Desse modo, quando prefere render culto à madeira e à pedra, antes que seja considerado como não tendo nenhum deus, claramente se vê que esta impressão
tem uma força e vigor prodigiosos, visto que de forma alguma pode ser apagada do entendimento do homem, de modo que é mais fácil que as inclinações naturais se quebrantem, as quais, desta forma, na realidade se quebrantam quando, de seu arbítrio, o homem desce daquela altivez natural às coisas mais inferiores para que assim possa adorar a Deus.
 João Calvino

sábado, 9 de novembro de 2013

IMPOSSIBILIDADE DE ATEÍSMO REAL

Isto, sem dúvida, será sempre evidente aos que julgam com acerto, ou, seja, que está gravado na mente humana um senso da divindade que jamais se pode apagar.
Mais: esta convicção de que há algum Deus não só é a todos ingênita por natureza, mas ainda que lhes está encravada no íntimo, como que na própria medula, que a contumácia dos ímpios é testemunha qualificada, a saber, lutando furiosamente, contudo não conseguem desvencilhar-se do medo de Deus.
Ainda que Diágoras, e tantos como ele, através de todos os séculos, zombeteiramente motejem de tudo quanto diz respeito à religião, e como Dionísio tem ridicularizado o juízo celeste, esse não passa de um riso sardônico, pois que em seu interior o verme da consciência rói mais pungente que todos os cautérios.
Não digo o que Cícero dizia, que com o correr do tempo os erros se tornam obsoletos; enquanto que, com o passar dos dias, mais cresce e melhor se faz a religião.
Ora, o mundo, como pouco adiante se haverá de dizer, tenta quanto está em seu poder alijar para bem longe o conhecimento de Deus, e de todos os modos corrompe-lhe o culto. Afirmo simplesmente isto: enquanto na mente se lhes enlanguesce essa obstinada dureza que os ímpios avidamente evocam para repudiarem a Deus, no entanto cobra viço, e por vezes medra vigoroso, esse senso da divindade
que, tão ardentemente, desejariam fosse ele extinto. Donde concluímos que esta não é uma doutrina que se aprende na escola, mas que cada um, desde o ventre materno, deve ser mestre dela para si próprio, e da qual a própria natureza não permite que
alguém esqueça, ainda que muitos há que põem todo seu empenho nessa tarefa.
Portanto, se todos nascem e vivem com essa disposição de conhecer a Deus, e o conhecimento de Deus, se não chega até onde eu disse, é caduco e fútil, é claro que todos aqueles que não dirigem quanto pensam e fazem a esta meta, degeneram e se
apartam do fim para o qual foram criados. Isto não foi desconhecido nem aos próprios filósofos. Ora, Platão6 não quis dizer outra coisa, visto que amiúde ensinou que o sumo bem da alma é semelhança com Deus, quando, apreendido o conheci mento dele, toda nele se transforma. Daí, muito a propósito, nos escritos de Plutarco
arrazoa também Grilo, quando afirma que os homens, uma vez que a religião lhes seja ausente da vida, não só em nada excedem aos animais, mas até em muitos aspectos lhes são muito mais dignos de lástima, porquanto, sujeitos a tantas espécies de males, levam de contínuo uma vida tumultuária e desassossegada.
Portanto, o que os faz superiores é tão-somente o culto de Deus, mediante o qual se aspira à imortalidade.

João Calvino

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Confiança e reverência são fatores do conhecimento de Deus

Portanto, simplesmente se recreiam em frívolas especulações quantos se propõem insistir nesta pergunta: Que é Deus? quando devemos antes interessar saber qual é sua natureza e o que lhe convém à natureza.
Pois, de que vale, segundo Epicuro, confessar um Deus que, pondo de parte o cuidado do mundo, só se apraz no ócio? Afinal, que ajuda traz conhecer a um Deus com quem nada temos a ver? Antes, pelo contrário, seu conhecimento nos deve valer, em primeiro lugar, que nos induza ao temor e à reverencia; segundo, tendo-o por guia e mestre, aprendamos a buscar nele todo o bem e, em recebendo-o, a ele tudo creditar.

Ora, como pode subir-te à mente o pensamento de Deus, sem que, ao mesmo tempo, logo reflitas: uma vez que és feitura dele, pelo próprio direito de criação foste sujeitado e vinculado a seu domínio, que lhe deves a vida, que convém atribuir- lhe tudo quanto fazes?
Se assim é, então segue-se necessariamente, uma vez que sua vontade nos deve ser a lei do viver, que inexoravelmente a vida te é corrompida, se não a pões ao serviço dele. Por outro lado, nem o podes visualizar com clareza, sem que reconheças ser ele a fonte e origem de todas as coisas boas, donde deveria nascer não só o
desejo de se apegar a ele, mas ainda de depositar nele sua confiança, se o homem não desviasse sua mente da reta investigação para sua depravação.

Ora, para começar, a mente piedosa não sonha para si um Deus qualquer; ao contrário, contempla somente o Deus único e verdadeiro; nem lhe atribui coisa alguma que lhe ocorra à imaginação, mas se contenta com tê-lo tal qual ele mesmo se
manifesta, e com a máxima diligência sempre se acautela, para que não venha, mercê de ousada temeridade, a vaguear sem rumo, indo além dos limites de sua vontade.

Conhecido Deus desta forma, visto saber que ele a tudo governa, confia ser ele seu guia e protetor, e assim se entrega a toda sua guarda; porque entende ser ele o autor de todo bem, se algo o oprime, se algo lhe falta, de pronto a sua proteção se recolhe, dele esperando assistência; visto que está persuadido de que ele é bom e misericordioso, nele repousa com segura confiança, nem duvida que a todos os seus males em sua clemência haverá de ter sempre preparado o remédio; visto que o reconhece por Senhor e Pai, também o julga digno de toda sua atenção, em todas as coisas, para sua soberania, reverenciar sua majestade, procurar promover sua glória, seus preceitos obedecer; porque percebe ser ele justo juiz e armado de sua severidade para punir os crimes, tem sempre diante dos olhos seu tribunal, e no temor que por ele nutre, se retrai e coíbe de provocar-lhe a ira. Todavia, não significa que] a tal ponto se deixa apavorar pelo senso de seu juízo que, embora lhe seja patente o meio de evadir-se, ainda que o queira. Antes, não menos o abraça como o juiz dos maus quanto é ele o benfeitor dos piedosos; uma vez que compreende que tanto pertence à glória de Deus dar aos ímpios e perversos o castigo que merecem, como também aos justos o dom da vida eterna. Além disso, refreia-se de pecar não só pelo temor do castigo, mas porque ama e reverencia a Deus como Pai; honra-o e cultua-o como Senhor; e mesmo que não existisse nenhum inferno, ainda assim treme só à idéia da ofensa.
Eis no que consiste a religião pura e real: fé aliada a sério temor de Deus, de modo que o temor não só em si contém reverência espontânea, mas ainda traz consigo a legítima adoração, a qual está prescrita na lei. E isto se deve observar com mais diligência: enquanto todos veneram a Deus de maneira vaga e geral, pouquíssimos o reverenciam de verdade; enquanto, por toda parte, grande é a ostentação em cerimônias, rara, porém, é a sinceridade de coração.

João Calvino

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Piedade é o Requisito Para se Conhecer a Deus


Portanto, de fato entendo como conhecimento de Deus aquele em virtude do qual não apenas concebemos que Deus existe, mas ainda apreendemos o que nos importa dele conhecer, o que lhe é relevante à glória, enfim, o que é proveitoso saber a seu
respeito. Ora, falando com propriedade, nem diremos que Deus é conhecido onde nenhuma religiosidade há, nem piedade. 

E aqui ainda não abordo essa modalidade de conhecimento pela qual os homens, em si perdidos e malditos, apreendem a Deus
como Redentor, em Cristo, o Mediador. Ao contrário, estou falando apenas desse] conhecimento primário e singelo, a que nos conduziria a própria ordem da natureza, se Adão se conservasse íntegro.

Ora, se bem que nesta ruinosa situação do gênero humano já ninguém sentirá a Deus, seja como Pai, seja como autor da salvação, seja como de qualquer maneira propício, até que Cristo se interponha como agente mediador para apaziguá-lo em relação a nós, todavia uma coisa é sentirmos que Deus, como nosso Criador, nos sustenta com seu poder, nos governa em sua providência, nos provê em sua bondade e nos cumula de toda sorte de bênçãos; outra, porém, é abraçarmos a graça da reconciliação que nos é proposta em Cristo.

Portanto, uma vez que o Senhor se mostra, em primeiro lugar, tanto na estrutura do mundo, quanto no ensino geral da Escritura, simplesmente como Criador, e então na face de Cristo [2Co 4.6] como Redentor, daí emerge dele duplo conhecimento, de que se nos impõe tratar agora do primeiro. O outro se seguirá, na devida ordem.
Mas, embora nossa mente não possa apreender a Deus sem que lhe renda alguma expressão cultual, não bastará, contudo, simplesmente sustentar que ele é um e único, a quem importa ser de todos cultuado e adorado, se não estamos também persuadidos de que ele é a fonte de todo bem, para que nada busquemos de outra
parte senão nele.

Eu o recebo nestes termos: não só que uma vez ele criou este mundo, e de tal forma o sustém por seu imenso poder; o regula por sua sabedoria; o preserva por sua bondade; rege com sua justiça e eqüidade especialmente ao gênero humano; suporta-o em sua misericórdia; guarda-o em sua proteção; mas, ainda que em parte
alguma se achará uma gota ou de sabedoria e de luz, ou de justiça, ou de poder, ou de retidão, ou de genuína verdade, que dele não emane e de que não seja ele próprio a causa; de sorte que aprendamos a realmente dele esperar e nele buscar todas essas
coisas; e, após recebidas, a atribuir-lhas com ação de graças.

Ora, este senso dos poderes de Deus nos é mestre idôneo da piedade, da qual nasce a religião. Chamo piedade à reverência associada com o amor de Deus que nos faculta o conhecimento de seus benefícios. Pois, até que os homens sintam que tudo devem a Deus, que são assistidos por seu paternal cuidado, que é ele o autor de todas as coisas boas, daí nada se deve buscar fora dele, jamais se lhe sujeitarão em obediência voluntária. Mais ainda: a não ser que ponham nele sua plena felicidade, verdadeiramente e de coração nunca se lhe renderão por inteiro.

João Calvino

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

O Rico e Lázaro


Lucas 16: 19 até 16: 31.
19 Ora, havia certo homem rico, que se vestia de púrpura e de linho finíssimo, e que todos os dias se regalava esplendidamente.
20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à porta daquele;
21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vinham lamber-lhe as úlceras.
22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; morreu também o rico e foi sepultado.
23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio.


Muitas pessoas estão redondamente enganadas quando dizem que não existe inferno ou que o inferno é na própria Terra aqui onde estamos, mas segundo esta palavra, existe tanto o céu que é denominado como o “seio de Abraão” como existe também o inferno, conforme citado no versículo 23. Nessas palavras de JESUS um homem estava em tormentos e se encontrava no inferno. Portanto, o inferno existe e não é aqui!

24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! e manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama.


No versículo imediatamente acima o rico clama a Abraão que está ao alto e lhe pede que peça a Lázaro, que era o mendigo e que havia sido conduzido para o céu, para que este molhasse unicamente o dedo e refrescasse a sua língua, porque ele não estava agüentando as chamas do lugar em que se encontrava. O verdadeiro cristão obedece à palavra de DEUS porque não quer ir para o inferno e ser atormentado pelo diabo toda a eternidade, portanto, imagine-se no lugar do rico no inferno e lute com todas as suas forças para que não seja você a estar com ele naquele lugar. Para que isso não ocorra e quiser realmente ir para o céu, obedeça à palavra de DEUS faça a vontade dele e não pratique e nem se envolva com os pecados deste mundo.

25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tormentos.

Para aqueles que acreditam em reencarnação o versículo acima é explícito: Tudo o que se pode dar ou receber; fazer ou omitir; é agora nesta vida. Segundo a palavra de DEUS, não haverá outra oportunidade para redenção de pecados, porque depois da morte carnal, segue-se o juízo e veja que os dois morreram e não voltaram para este mundo, e sim, um por obediência e humildade foi para o céu ,e o outro por desobediência, avareza e por se preocupar só com as coisas do mundo, foi para o inferno onde ficará em tormentos na eternidade. Este ensinamento é ainda um grande incentivo para o verdadeiro cristão que obedece a DEUS, pois mesmo que ele viva aqui sob tormentos e perseguições por causa do nome de JESUS, se ele perseverar e obedecer à palavra de DEUS até o fim; ele será consolado no seio de Abraão, como Lázaro o foi. Portanto, você que está na igreja, obedece à palavra os mandamentos e doutrinas de DEUS, mas o diabo vive te perseguindo; alegre seu coração, pois quanto maior a perseguição que lhe inflige o inimigo, mais próximo você está da vitória e do reino de DEUS.

Fonte: www.convertidos.com.br

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Valorize cada dia de sua vida como se fosse o ultimo




A paz do Senhor Jesus, vamos aprender um pouco mais da Palavra de Deus.

Hebreus.:03:12,15
Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.
Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.
Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.
Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.

Queridos irmãos a Palavra de Deus nos adverte para que nosso coração nunca venha, a se encher de maldade e infidelidade ao ponto de isso nos apartar, nos afastar, nos distanciar  
do Deus Vivo. Devido o nosso dia a dia, aos nossos maus hábitos cotidiano, na nossa casa, no trabalho, na escola etc.
As vezes uma mentirinha aqui outra ali, um olhar de cobiça em uma mulher, ou em um homem, ou em alguma coisa que desperta esse sentimento e por ai vai ... .
Só que essas pequenas coisas vai lentamente nos afastando de Deus, e as vezes nem percebemos.
Dai ficamos fracos espiritualmente, cada dia mais vamos nos afastando de nosso Senhor e Salvador. Por isso a Palavra nos ensina que devemos nos ajudar uns aos outros TODOS OS DIAS durante o TEMPO QUE SE CHAMA HOJE, para que não venhamos a cair no engano do pecado.
Preste atenção: O ontem já passou, o amanhã ainda vai vir e não sabemos se vamos estar vivos no dia de amanhã. Mas o importante para nós é o hoje. Como você está hoje, como está sua vida espiritual, como está sua família, como está seu trabalho hoje, se Jesus voltasse hoje você subiria ou ficaria ? Se você morresse hoje seria salvo ?

Irmão a nossa conversão é dia após dia, não podemos parar de nos preocupar em manter a nossa comunhão, isso será dia a dia até que possamos tomar posse naquele Grande dia.
A palavra nos ensina a dar uma Atenção especial pelo dia que se chama hoje. Precisamos viver um dia de cada vez, tem pessoas que se preocupa tanto com o dia de amanhã, que esquece o seu Hoje.
Temos que viver cada dia de nossas vidas como se ele fosse único, como se ele fosse o ultimo. Imagine você acorda de manhã e pensar, e se hoje fosse o meu ultimo dia, como você trataria sua esposa, seu esposo, seus pais, seus filhos, como você chegaria no seu trabalho, como você atravessaria a rua, tomaria mais cuidado, como seria o seu dia, como seria sua intimidade com o Senhor nesse dia, como seria a sua espiritualidade, como seria quando você retornasse a tarde para sua casa, como você iria na igreja , como você falaria com o nosso Salvador.

Valorize cada dia de sua vida como se fosse o ultimo, mantenha sua santidade não se deixe cair no engano do pecado, Ame a Deus, ame você , ame sua família, seja um homem de Deus, seja uma mulher de Deus de verdade, e Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração.
Vamos permanecer com Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo até o fim.
Deus abençoe a todos em Nome de Jesus.


ADEC
Associação de Divulgação do Evangelho de Cristo

domingo, 7 de julho de 2013

Batismo nas águas



O Batismo nas águas é um acontecimento de suma importância na vida 
de todo o crente em Jesus Cristo. Através do batismo é que nós 
testificamos que somos salvos, e que não vivemos mais para o mundo,
 pois o batismo nas águas é um símbolo de “sepultamento”, isto é, o 
batismo é um símbolo de “sepultura” ali enterramos o nosso “velho
 homem” a nossa velha vida e ressurgimos com um corpo novo, pois o
 velho ficou lá na sepultura, isto é, no batismo.

É de se estranhar que muitos crentes resistam ao batismo e até 
combatem alegando de que o “batismo não salva ninguém”, etc.
 Porém, NÃO existe outra forma bíblica, pela qual, o crente entra
 para a Igreja que é o Corpo de Cristo, ou seja, para fazer parte da
 Igreja o crente precisa ser batizado, caso ele não seja batizado, 
ele pode até frequentar uma igreja, mas não faz parte da Igreja de
 Cristo como corpo.

O crente ao ser batizado passar a participar da mesa do Senhor, ou 
seja, da Santa Ceia, o crente que não é batizado não pode participar,
 pois ainda não se entregou totalmente ao Senhor pelo batismo. Ora 
todo crente tem a necessidade de “comer o corpo e beber o sangue
 de Jesus”, pois Jesus mesmo disse em João 6:53 - “Quem não
comer o meu corpo (pão da santa ceia) e não beber do meu sangue 
(suco de uva da santa ceia) não tem vida em si mesmo” e “quem 
comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna”, em
 outras palavras : “ quem não comer o pão e não beber o sangue de 
Jesus NÃO tem a vida eterna veja:
 1º) A pessoa crê;
 2º) A pessoa é batizada;
 3º) A pessoa participa da Ceia, esta pessoa esta de acordo com a 
Palavra, esta pessoa esta salva!

É verdade que só batizar não garante a salvação, é preciso primeiro 
CRER em JESUS CRISTO como seu SENHOR E SALVADOR.

QUEM DEVE SER BATIZADO?

Jesus disse em Marcos 16:16: “quem crer e for batizado será salvo”, 
se você diz que CRÊ em JESUS mas ainda não passou pelo batismo 
esta esperando o que ? JESUS VOLTAR !?! Alguns dizem que não
 precisam se batizar para se salvar, estes estão errados ! Eles dizem 
que aquele ladrão que estava ao lado de Jesus na cruz, não foi 
batizado e foi salvo, pois Jesus lhe disse: “ainda hoje estarás comigo 
no paraíso” Lucas 23:43.

Neste texto temos que considerar alguns pontos:

1º) O Ladrão estava na cruz,
você esta numa cruz?
2º) O ladrão não teve tempo de se batizar,
você não tem tempo também?
3º) O ladrão estava perto da morte,
você esta perto da morte também?

Este ladrão da Cruz estava simbolizando aquelas pessoas que no 
leito da morte se arrependem de seus pecados e aceitam Jesus, não
 dando tempo assim para se batizarem, neste único caso a pessoa 
é salva!
Mas se você tem tempo, está com vida e diz que já aceitou a Jesus 
e ainda não é batizado talvez seja hora de rever seus conceitos, pois
o BATISMO é ordem, mandamento do Senhor e tem que ser 
OBEDECIDO!

JESUS NOS ORDENOU QUE FÔSSEMOS BATIZADOS NAS ÁGUAS

Mateus 28:19 “ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, 
BATIZANDO-AS em o nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.
O apóstolo Pedro também pregou o batismo (Atos 2:38), o apóstolo 
Paulo também (Atos 22:38).
Muitos outros versículos veremos neste estudo
que nos falam sobre o batismo, sendo todos eles prova evidente 
da conversão genuína a DEUS.
Disse Jesus: “pelos frutos se conhece a árvore” Mateus 12:33. 
O batismo é fruto da obediência ao mandamento de Jesus Cristo.

O SIGNIFICADO DO BATISMO NAS ÁGUAS

1- O Batismo é símbolo de morte – Romanos 6:3,4
2- O Batismo é revestimento de Cristo – Gálatas 3:27
3 -O Batismo é ressurreição com Cristo – Colossenses 2:12,13

TIPO DE BATISMO
.
IMERSÃO (mergulhamento) - É a pratica correta e bíblica de 
afundar na água a pessoa. Usado pela Igreja Evangélica.

Ao examinarmos a Bíblia em Marcos 1:9-11 notamos no verso 10
 o seguinte: “logo que Jesus saiu da água...” ora, ninguém poderá 
sair se não tivesse entrado na água, então cremos que Jesus
 “entrou” na água para ser batizado, e NÃO ficou fora da água
 para receber o batismo, ou seja, ele foi MERGULHADO na água,
 caso contrário, Ele teria sido batizado no templo e não no rio Jordão.
Também em Atos 8:38,39 quando o evangelista Felipe batizou o 
eunuco, diz: “pararam a carruagem e desceram ambos na água”,
 vemos aqui que, se o batismo fosse por aspersão ou afusão o 
eunuco mandaria que seus servos lhe trouxessem água para ser
 batizado e não irem ambos ao córrego para ser batizado, nos
 deixando claro que Felipe batizou o eunuco por imersão.
Outra passagem que nos revela a maneira correta de se batizar 
é Romanos 6:4 “fomos, pois, SEPULTADOS com JESUS na morte 
pelo BATISMO...” Ora, como é que sepulta uma pessoa? Em pé 
ou deitada? No batismo de IMERSÃO deita-se a pessoa na água,
 a água aqui simboliza o sepulcro, a cova onde será „enterrada
‟ afundada a pessoa. Simbolicamente, ali irá ficar a velha vida de
pecado e ao sair da água a pessoa ressurge para uma vida de 
vitórias. Concluímos que a forma correta e bíblica para o batismo
 é a IMERSÃO. 

JESUS FOI BATIZADO ELE É O NOSSO MAIOR EXEMPLO 

“Por esse tempo dirigiu-se Jesus da Galiléia para o rio Jordão, a 
fim de ser batizado por João Batista” Mateus 3:13-17, 
Marcos 1:9-11,
Lucas 3:21-22.
Jesus não precisava se batizar, pois Ele não tinha pecados. O
 batismo é para o arrependimento dos pecados, então por que 
Jesus foi batizado? Jesus foi batizado para servir de exemplo para
 nós, Ele mesmo disse que devíamos segui-Lo. E logo que Jesus 
foi batizado veio uma voz do céu que disse: “Este é o meu filho
 amado em quem eu tenho prazer”. Tenho certeza que logo após 
o seu batismo, ainda que não escutemos a voz de Deus como foi
 com Jesus, mas com certeza Deus terá prazer em você também,
 pois o filho que obedece é o filho que dá prazer ao Pai.

domingo, 30 de junho de 2013

Ensinamento sobre Santa Ceia.



I Coríntios.: 11,27
27 De modo que qualquer que comer do pão, ou beber do cálice do Senhor
 indignamente, será culpado do corpo e do sangue do Senhor.
28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma do pão e beba do
 cálice.
29 Porque quem come e bebe, come e bebe para sua própria condenação, se
 não discernir o corpo do Senhor.
30 Por causa disto há entre vós muitos fracos e enfermos, e muitos 
que dormem.

Há muitas Igrejas que não ensina o povo cear corretamente, temos que 
observar e entender o que a Bíblia nos ensina sobre a Santa Ceia. Não 
podemos tocar na Santa Ceia do Senhor indignamente, pois seremos 
culpado, do corpo e do sangue do Senhor; tem pessoas que pensam que
 após ter aceitado a Jesus como seu Salvador, se batizou nas águas, e 
começa a Cear, e continua na pratica de alguns pecados, e todo mês no 
dia Ceia pede perdão, chora diz estar arrependida, e promete pra Deus
 que não vai pecar mais. logo começa a praticar aqueles mesmos pecados
 de novo; na próxima Santa Ceia antes de tocar, faz a mesma coisa pede
 perdão, toma a Ceia, e começa tudo de novo, a chegar um tempo que já
 não há mais temor, e começa a cear no pecado, justificando pra si mesmo,
 um dia vou parar de pecar, Deus conhece meu coração, a carne é fraca etc.

Hebreus.:10,26,27
26 Porque se voluntariamente continuarmos no pecado, depois de termos
 recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício
 pelos pecados,
27 mas uma expectação terrível de juízo, e um ardor de fogo que há de
 devorar os adversários.

Outra vez a Bíblia ensina;
Tiago.: 01,22,24
22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos
 a vós mesmos.
23 Pois se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante a 
um homem que contempla no espelho o seu rosto natural;
24 porque se contempla a si mesmo e vai-se, e logo se esquece de como 
era.

II Pedro.:02,20,21
20 Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo pelo 
pleno conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, ficam de novo 
envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior que o
 primeiro.
21 Porque melhor lhes fora não terem conhecido o caminho da justiça, 
do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes 
fora dado.

Antes de uma pessoa tocar na santa ceia, precisa primeiramente se libertar, 
ver se isso mesmo que quer, servir a Deus de verdade, como ensina as
 escrituras sagrada, se batizar nas águas, buscar uma comunhão com Deus, 
e ai sim poderá cear com dignidade, com uma comunhão verdadeira.   

   João.:06,53,56
53 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: Se não comerdes a
 carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em
 vós mesmos.
54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida
eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
55 Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue 
verdadeiramente é bebida.
56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim
 e eu nele.

Não podemos ficar sem cear, pois sem ela não recebemos a vida eterna,
 porém não podemos cear de qualquer jeito, pois sermos réu, se cearmos 
indignamente no pecado. E não podemos ter magoa de ninguém, e 
precisamos perdoar de coração as pessoas que nos ofenderam, temos que 
estar com o nosso coração limpo.

Mateus.: 06,14,15
14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai 
celestial vos perdoará a vós;
15 se, porém, não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai perdoará 
vossas ofensas.

Não é só o povo da igreja que muitas vezes ceia no pecado, tem muitos 
pregadores, de Igrejas grandes, que também estão ceando indignamente,
 e um dia terão que prestar contas diante do Senhor.

Mateus.: 07:21,23
21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, 
mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós 
em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome
 não fizemos muitos milagres?
23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, 
vós que praticais a iniquidade.

Vamos nos consertar com Deus e vamos Cear como a Bíblia ensina e
vamos  ter comunhão com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.