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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

NA VERDADE, SOMENTE QUANDO FEITAS NA FÉ EM CRISTO E NA COMUNHÃO COM CRISTO É QUE MERECEM O TÍTULO DE “BOAS OBRAS”

Além disso, se é verdadeiro o que João diz que não há vida fora do Filho de Deus [1Jo 5.12], os que não têm parte em Cristo, os quais, sejam quem forem e o que quer que façam, ou porfiem por fazer, não obstante se encaminham à perdição e ao juízo da morte eterna, em todo o curso da vida. De conformidade com esta afirmação é que Agostinho disse isto: “Nossa religião distingue os justos dos injustos, não pela lei das obras, mas pela própria lei da fé, sem a qual as coisas que parecem boas obras se convertem em pecados. Razão por que ele, em outro lugar, expressa a mesma coisa primorosamente, quando compara o esforço de tais homens a uma corrida que se desvia da rota e perde o rumo. Porque quanto mais exaustivamente alguémcorre fora da pista, tanto mais longe se afasta da meta, e por isso mais miserável se torna. Por isso, ele contende dizendo que é melhor manquejar na pista do que correr fora dela. Finalmente, uma vez que não existe qualquer santificação sem haver comunhão com Cristo, salta à vista que os tais são árvores más. Por isso podem produzir frutos vistosos e formosos à vista, até mesmo suaves ao paladar, porém de modo algum são bons.
Daqui facilmente percebemos ser maldito, não apenas de qualquer valor para justiça, mas até mesmo de merecimento justo para condenação, tudo quanto o homem cogita, planeja, executa, antes que, pela fé, seja reconciliado com Deus. Mas, por acaso, estamos discutindo acerca de alguma coisa dúbia, quando já ficou provado, pelo testemunho do Apóstolo, que “é impossível que alguém, sem fé, agrade a Deus? [Hb 11.6].

João Calvino